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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

PS Comunidades : Newsletter No 1



UMA NOVA RELAÇÃO COM AS COMUNIDADES

De forma a criar uma nova relação com os militantes do PS nas Comunidades, mas também com simpatizantes, associações e todo o tipo de entidades de portugueses no estrangeiro, o Partido Socialista vai passar a enviar um boletim com informação sobre temas relacionados com as Comunidades, designadamente de carácter político e cívico.

O início desta relação com as nossas Comunidades coincide com a reforma das estruturas do PS no estrangeiro, através da aprovação de um novo Regulamento actualmente em apreciação, de forma a dotá-las de uma maior flexibilidade no seu funcionamento e maior autonomia para as suas iniciativas e tomadas de posição.

O Partido Socialista pretende, desta forma, estar mais próximo dos seus militantes e das Comunidades e apelar também à sua participação, com notícias do seu interesse. Reforça-se assim um elo interactivo aberto e democrático entre o PS a nível nacional, através do Departamento Internacional e de Comunidades, e os nossos militantes e comunidades espalhadas pelo mundo.


José Lello

Secretário Internacional do PS
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PS REFORMA ESTRUTURAS NO ESTRANGEIRO

O Partido Socialista enviou para os responsáveis pelas estruturas do PS no estrangeiro uma proposta de Regulamento para debate interno com o objectivo de aprovar definitivamente a reforma das estruturas do PS no estrangeiro a partir de Março, período em que termina o prazo para a apresentação de propostas de alteração.

A proposta de Regulamento, designada “Regulamento Para a Organização e Eleição das Secções do PS no Estrangeiro”, foi aprovada na última reunião do Secretariado do PS por unanimidade e logo enviada para as estruturas do PS nas Comunidades, acompanhada de uma carta do Secretário Internacional do PS, José Lello.

Na carta, José Lello afirma que se pretende com o novo Regulamento ultrapassar as dificuldades de funcionamento que as Federações do PS no Estrangeiro têm evidenciado, entre as quais se conta o problema das quotas. O objectivo desta reforma é valorizar a estrutura com base na Secção, conferindo-lhe maior flexibilidade e autonomia e fortalecer a ligação das secções no Estrangeiro à sede nacional do PS As novas estruturas do PS procuram também dar resposta às necessidades de colaboração de forma mais fácil com os partidos irmãos nos países de acolhimento.
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SPD DE MÜNSTER GARANTE PORTUGUÊS NAS SUAS LISTAS
A líder do SPD de Münster, Svenja Schultz, garantiu que irá colocar, pela primeira vez, um português na lista de candidatos às próximas eleições municipais, que se realizarão no próximo ano. A garantia foi dada por ocasião da participação do Director do Departamento Internacional e de Comunidades do PS, Paulo Pisco, na abertura do novo ano político do SPD de Münster, onde interveio como convidado principal e no âmbito da cooperação que tem havido entre os dois partidos.Ao intervir perante os cerca de 400 membros do SPD presentes no evento, onde houve também intervenções de Svenja Schultz e do líder da bancada do SPD na Câmara de Münster, Paulo Pisco considerou que a colaboração que tem havido entre os dois partidos tem vindo a consolidar-se e é importante para ambos. Elogiou também o PS de Münster, que através do trabalho do seu coordenador recém-eleito, Alfredo Cardoso e do restante executivo, designadamente António Machado e Ricardo Campos, tem vindo rapidamente a expandir-se.A secção do PS de Münster foi formalizada na reunião com os militantes que se realizou no dia 27 de Janeiro, altura em que foram entregues os cartões aos novos militantes.
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PS CRIA SECÇÃO EM NEUCHÂTEL

O Partido Socialista criou uma secção em Nêuchatel no passado sábado, dia 2 de Fevereiro, numa reunião com o director do Departamento Internacional e de Comunidades do PS, Paulo Pisco, em que estiveram os novos militantes e também os vice-presidentes do Parti Socialist Neuchâtelois Olivier Hardy e Thomas Fachinnetti.

Nesta reunião conjunta das estruturas do PS português e suíço, foram discutidas as formas de colaboração entre os dois partidos, particularmente tendo em vista as próximas eleições comunais de 27 de Abril.

Aqueles responsáveis do PS de Neuchâtel manifestaram toda a abertura e interesse numa colaboração estruturada entre os partidos e disseram que gostariam de contar com a presença de portugueses nas suas listas candidatas às diversas comunas do cantão, que são 62. “Queremos que nas comunas do Cantão haja tantos candidatos portugueses quanto possível nas listas do nosso partido”, disse Thomas Fachinetti.

Refira-se que no Cantão de Neuchâtel existem cerca de 11.000 portugueses e é a primeira vez que os estrangeiros podem ser eleitos para as comunas.

A nova secção do PS/Neuchâtel tem como coordenador interino, até à realização de eleições, Carlos Ramos, fazendo também parte do Secretariado António Carvalho, António Castanho, José Carlos Costa e Franquelin Resio.
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REFORMA CONSULAR FEITA COM TRANQUILIDADE

Manipulador, imobilista e amnésico, é o mínimo que se pode dizer da posição do PSD/Paris sobre a reforma consular em curso em França, particularmente no que se refere à transferência das actividades das estruturas de Orleans e Tours para a renovada estrutura do Consulado-Geral de Paris.

Ao contrário do que afirma o PSD de Paris em comunicado, a transferência da actividade está a efectuar-se de forma ponderada e cautelosa, para não afectar nem utentes nem funcionários. Por um lado, estão a ser garantidas de forma plena a permanência de funcionários consulares para atender todas as necessidades dos utentes. Além disso, estão já nomeados os Cônsules Honorários para aquelas cidades. Esta reforma tem vindo a ser implementada por fases com o propósito de modernizar, adaptar e melhorar a eficácia de funcionamento dos serviços e dar melhor resposta aos portugueses.

Com o comunicado do PSD/Paris o deputado Carlos Gonçalves vem mais uma vez revelar a sua amnésia histórica, passando uma esponja sobre a maneira cega, brutal e sem alternativas como encerrou há quatro anos, em França, os consulados de Bayonne, Nancy e Rouen.

sábado, 24 de março de 2007

Folha Federal : Demissão de Manuel de Almeida


Folha Federal : Editorial


Caro(a) Camarada,

I Cumpre saudar o esforço de todos dispensado aquando das últimas eleições do novo Presidente da República Portuguesa. A Esquerda apresentou-se ao escrutínio, dispersa por várias candidaturas, e o Partido Socialista contava dois pretendentes oriundos das suas hostes. Mario Soares, figura política venerável aquém e além fronteiras, porém provado pela longa carreira pública e pelos altos cargos que tão idoneamente exerceu, foi oficialmente indigitado pelas instâncias orgânicas superiores do Partido. Manuel Alegre, consagrado poeta, militante anti-fascista da primeira hora, recebeu o apoio duma crescente franja de socialistas.

Por certo, os Orgãos do Partido não lograram auscultar pertinentemente a opinião popular. Todavia o maior dano advindo deste estado de coisas foi a confusão gerada nas mentes dos eleitores e a consequência quão perniciosa da presidência da República ter sido entregue a um cidadão, eivado de ideais reacionários, ao serviço dos mais beneficiados do sistema ; o qual minora o interesse que lhe merece a justiça social, a reabilitação dos excluidos, o bem-estar dos mais humildes.

Cara esta lição, convém aproveitá-la, para futuro.


II Respeitante à vida interna do Partido, sabemos que as eleições dos Orgãos federativos e nacionais aproximam-se. O Congresso Nacional realizar-se-á, nos princípios do próximo Outono. O congresso da Federação de França não tem ainda data marcada. Cremos no entanto que as modalidades de desencadeamento do mesmo sejam aceleradas. Seria oportuno que decorresse em Junho deste ano.

Relativamente à nossa Federação, cabe-me informar-te da demissão do Presidente da Federação, Manuel Almeida, ocorrida em 26 de Fevereiro de 2006, perante membros do Secretariado federal (o texto da carta, segue junto).

Apesar de possíveis deficiências de funcionamento institucional, inerentes a condicionalismos vários, convém focar que o posicionamento dum quadro dirigente requere-se esclarecido quanto às situações de indole politica e quanto às estratégias seleccionadas, generoso no acolhimento de todos e cada um dos militantes, a despeito das divergências supervenientes tão frutuosas como inevitáveis. O camarada Manuel Almeida revelou-se durante os largos anos que presidiu a Federação PSP de França, frontal nas suas relações com as instâncias orgânicas em Lisboa, intransigente no desempenho cabal do seu cargo. Primou pela modulação do trato, contudo pautado pelas exigências do rigor, consoante a importância dos problemas em presença.

O rastreio clarividente dos acontecimentos e o desenrolar teimoso dos factos vindouros abonará por certo os projectos por ele (e por cada socialista) almejados. Dos defeitos intercorrentes ou de incúrias menores, o futuro assumirá o cômputo, com peso e pedida.

Em nome do Secretariado da Federação PSP de França, consentâneo com as numerosas devas de militantes, reconhecidos agradecimentos a Manuel Almeida e augúrios de militância sustentada !


Por Manuel dos Santos Jorge
Secretário Federal para a Organização

Folha Federal : Informação da secção de Paris Oeste


Caro(a) Camarada,

Estamos no fim do Ano de 2005, o ano de 2006 está a chegar e Portugal continua numa situação como todos sabemos pouco confortável.

O governo de José Socrates iniciou uma serie de medidas necessárias para colocar Portugal no caminho da prosperidade e do progresso.

É evidente que ao tomar tais iniciativas, algumas impopulares, muitos que acreditaram no Partido Socialista estão tentados a perder a confiança na governação do PS e a oposição vai aproveitando de uma forma demagogica para descreditar o nosso governo.

Devemos estar vigilantes, informar e defender as medidas implementadas porque a estabilidade politica em Portugal são indispensáveis para a consolidação financeira, social e para o progresso do nosso país no quadro da Comunidade Europeu.

Com o objectivo de trocarmos opiniões sobre a situação em Portugal e da campanha par as eleições à Presidência da Républica, o Secretariado da Secção convida os aderentes e amigos para uma reunião de convivio e esclarecimento :

no dia 6 de Janeiro às 20h00 em Montigny lès Bretonneux (78)
2 avenue des Quatre Pavés du Roi - Sala n° 3 - Château du Manet


Contando com a vossa presença,

Para Vós, Familia e Amigos, Boas Festas e Feliz Ano Novo.

Saudações Socialistas.


Por Parcídio PEIXOTO
Secretário Coordenador

Folha Federal : Criar Dinamicas


Caro(a) Camarada,

Nas vésperas das Festas Natalicias, à beira do Novo Ano 2006, o Secretariado da Federação de França do Partido Socialista Português apresenta os melhores votos a todos os camaradas militantes e familiares.

1) Nos meados do proximo mês de Janeiro de 2006 realizar-se-à o escrutinio para a eleição do Presidente da Republica Portuguesa. O nosso Partido escolheu o seu candidato – o ilustre socialista, fundador do PS, o dr Mario Soares. Se ele acedeu ao convite para se dignar disputar de novo tão alto cargo foi, a seu dizer, com o sentido de se disponibilizar ao serviço dos interesses superiores de Portugal.

Com efeito, dada a longa folha de serviços eminentes prestados ao País, Mario Soares lograria aposentação sossegada, embora activa, no seio das várias instituições vocacionadas para Cultura e Promoção Social, as quais preside brilhante e eficazmente.

Sabemos quanto o nosso País soçobrou estes últimos anos, numa crise que de económica e social se traduziu em rebaixamento cidadão , moral e relacional entre as pessoas. Na verdade, Portugal, como todo e qualquer vivente nação , grupo ou individuo, acusa épocas de decadência, fruto das mazelas contraídas no percurso da vida. Desde modo, após periodos de abundância euforica e de ousadia destemida, provento das especiarias da India (século XVI), ou consequente ao desenvolvimento exponencial dos engenhos de açucar e do ouro e pedras preciosas encontrados no Brasil (século XVIII), eventos menos gloriosos ocorreram. Tempos de contenção advieram também, com notas pouco entusiastas relativo esgotamento do caudal inventivo, em paisagem de morna tristeza, impropérios reiterados a um passado interminável, cujo luto se assevera impossível.

Assim, o mana dos fundos estruturais dispensados pela União Europeia, os quais não foram suficientemente aproveitados para o incremento e restruturação das unidades produtivas do País, deixaram, nestes ultimos meses de redução significativa dos mesmo, em contexto de crise geral, uma situação socio-politica de fundo, atravessada, pelo descoroçoamento senão civada de espasmo insatisfeito.

Convém reagir com urgência ! A campanha das eleições presidenciais presta-se a levar a cabo o inventário dos insucessos, como também a talhar a abertura de soluções praticas argumentadas ; enfim, concorre ao forjar de impetos seguros para empreendimentos vindouros.

Estamos ancorados politicamente à esquerda. As nossas opções são claras. Portugal merece-nos esforços redobrados !

2) A nossa Europa, este significante referencial identitário, de vocação universal, partilhado por quantos oriundos dela e tantos, nos diversos quadrantes do mundo, a denominada Civilização Ocidental, apresenta-se, porém, não sem algumas danosas ambiguidades, promotora de valores fundamentais : democracia em politica, o direito na arbitragem das relações inter-humanas, no respeito dos principios ponderados segundo a ética, caução superior da conduta humana.

Na presente tentativa historica de construção pacífica, negociada, da sua unidade politica, a União europeia patina depois da nota desatinada, desferida pelo voto negativo da França e da Holanda ao tratado-projecto de constituição da União Europeia, na Primavera passada. A presidência revezante do Reino Unido da Grã-Bretanha, zelador da plataforma minimalista acentuou os obstáculos. Verificámos as dificuldades encontradas, estes dias, para se firmar o acordo de orçamento, referente a 2006.

Estamos conscientes do peso da historia comum, das reticências de alguns Estados e dos comportamentos de quantos, empenhados na acquisição de benesses particulares, senão interessados em priorizarem perspectivas domésticas, inspiradas em vantagens imediatas, atenentes à politica interna dos respectivos Estados.

Nós, socialistas, professamos uma visão internacionalista da coisa publica, por consequente decididamente transnacional europeia, no que se refere à organização cidadã, à instituição da paz entre os povos, bem como à implementação da justiça para todos sem exclusão de qualquer espécie.

Cumpre-nos, pois, prestar atenção apurada no curso dos acontecimentos ao assunto deveras relevante : o futuro da Europa é também obra que nos compete ;

Que o advento duma Europa politica una implique encadeamento de peripécias melindrosas e negociações delicadas é sobejamente conhecido.

Razão acrescida à solicitação da disponibilidade militante que do âmago nos alenta.
Boas Festas e melhores augúrios de Ano Novo 2006 Feliz e militante !


Por
Manuel DOS SANTOS JORGE
Secretário Federal para a Organização

Folha Federal : Uma pequena reflexão


Caros Camaradas, Amigos e Simpatisantes,

Aproveito este momento de Festa Familiar para desejar a todos, bons momentos um Ano Novo cheio de prosperidades e em particular muita saude.

Lembro igualmente que no início do próximo Ano, mais exactamente no dia 22 de janeiro realizar-se-à as eleições presidenciais. Pela primeira vez após o despertar da democracia um candidato apresentado pela direita unida « Cavaco Silva » representa um perigo para a estabilidade politica em Portugal, tentando através da sua eleição preparar as condições para pôr em causa a vitoria socialista nas ultimas eleições legislativas de Fevereiro de 2005.

Temos que esquecer os nossos « estados de alma » e trabalharmos afincadamente num quadro de conjugação de esforços de forma a criarmos as condições para a vitoria do candidato apoiado pelo Partido Socialista « Mario Soares » unico candidato com experiência e curriculo internacional não esquecendo que Mario Soares foi o fundador do Partido Socialista e é sem duvidas um dos principais obreiros da Democracia Portuguesa.


Por Manuel DE ALMEIDA
Presidente da Federação




sexta-feira, 23 de março de 2007

Folha Federal : A posicão de um Socialista


A hora aproxima-se e não podemos hesitar.

Temos pouco tempo para reflectir e consagrar nas urnas de voto a vitória do Partido Socialista.

Estamos em plena pré-campanha eleitoral e como é habitual o cabeça de lista do P.S.D. pela Emigração Europa é o Secretario de Estado das Comunidades (Carlos Gonçalves.) e apressou-se a entrar em campanha eleitoral à custa do erario publico (quero dizer os nossos impostos e remessas) prometendo tudo o que lhe vai na cabeça, imaginando que os portugueses da diaspora são uns parvos que não têm memória.

Lembramo-nos das promessas eleitorais durante a campanha de 2002 e o resultado foi o encerramento dos consulados, a destruição do ensino de lingua e cultura portuguesas aos nossos filhos, o aumento brutal dos emolumentos consulares, o abandono no apoio ao movimento associativo beneficiando apenas os amigos.

Agora vem prometer que reporá o que destruiu, « não é sério » os nossos compatriotas não aceitarão que lhes atirem poeira para os olhos.

O momento é de sanção para este desgoverno, e nenhum voto deverá faltar para que o Partido Socialista vença as eleições e possa pôr em pratica, o seu programa de consolidação orçamental e de voltar a dar prioridade às medidas sociais tão espezinhadas por este governo PSD/CDS.

Alguns pequenos arautos, felizmente minoritários apelam ao voto branco, não nos deixamos ludibriar, pois um voto perdido é um voto para a direita reacionária, não façamos o jogo da direita, o objectivo nesta eleição é derrotar o PSD/CDS, assim apelo a todos os compatriotas inscritos nos cadernos eleitorais a votarem na lista do Partido Socialista para por-mos cobro à nefasta governação de que Portugal tem vindo a ser vítima.


Por Parcídio PEIXOTO
Coordenador da Secção Paris-Oeste do PS


Folha Federal : Ser Militante


Encontramo-nos de novo em período eleitoral e chamados a exercer o direito de voto, o mais nobre dos actos democraticos, representativo não só da liberdade de expressão, mas também da responsabilidade de cada cidadão na construção e na evolução do destino nacional.

As épocas eleitorais são propícias à discussão e exigem daqueles que escolheram de aderir a uma formação politica, um acrescentado trabalho no terreno e o respeito rigoroso da disciplina partidaria.
O entusiasmo e a paixão que desencadeiam as confrontações de ideias e de candidatos, tambem favorecem a expressão individual de opiniões e preferencias.

Mas se o facto de ser aderente de um partido, não significa abdicar das proprias opiniões e da liberdade de as exprimir, esta liberdade e esta expressão devem fazer-se no âmbito delimitado pelo partido a que aderimos, no respeito das directivas adoptadas pela maioria e no respeito dos ideais que inspiram a accão partidaria.

Não é compativel com as decisões e opções escolhidas pelo PS, chamar os nossos compatriotas a votar branco nas proximas eleições legislativas, por motivos obscuros e circunstaciais, que desprezam a dimensão do acto eleitoral e a actual situação do país.

Com efeito, os nossos candidatos, na conjuntura actual, não somente necessitam toda a nossa energia para fazer campanha a seu lado, mas mais, necessitam de todas as nossas vozes para conquistar a maioria absoluta, afim que uma nova governação se imponha em Portugal e que se leve a cabo uma politica respeitosa dos valores da democracia que conquistámos com determinação no 25 de Abril.

Ser membro dum partido não é abdicar da sua opinião e ideal. Ē fazer da própria energia, junta com aquela de todos os que cononsco combateml, debatem e fazem avançar ideias e decisões, uma alavanca poderosa de progresso e de evolução.

Não esquecamos pois a totalidade do nosso « engagement » : votar PS nas eleições, é respeitar a nossa adesão e o nosso compromisso, mas muito mais alem é contribuir a uma mudança salutar da direção politica do nosso país e contribuir para um Portugal mais Europeu, mais consciente dos anseios da diaspora, mais competente para pôr em obra uma politica social, cultural e internacional, compatível com os anseios e as aspirações do nosso povo mas também dos povos do mundo inteiro.

Apêlo assim ao sentido das responsabilidades de cada militante, à integridade da sua adesão e à coerência da sua acção.

Saudações Socialistas.


Por Maria Gracinda MARANHÃO-GUITTON
Secretária Federal do PS – Federação de França


Folha Federal : Urge trabalhar


Caro(a) Camarada e Simpatizante,

Para todos, calorosas saudações e melhores votos de um ano 2005 próspero e feliz ; augurios extensivos às respectivas familias !

-1-
As severas deficiências de governância de Santana Lopes, aparentado a uma balburdia macacal as quais levaram o Presidente da Republica à dissolução da Assembleia e a marcar eleições legislativas para 20 de Fevereiro de 2005, deixaram não só um rasto amargo no historial politico do nosso país, mas afectaram também o renome de Portugal, junto da opinião estrangeira.
Alguns falaram mesmo de crise politica, outros evocaram a quebra moral que pulula nalguns sectores da Sociedade, com tendência a alastrar. Todavia, se o quadro apresentado não se aparenta com uma crise politica patente com ameaças de derrocada para o proprio regime, ele questiona drásticamente o funcionamento ordinário das instituições : Educação, Justiça, Saude, Economia e Finanças. Por outro lado, é certo que não assistimos a um descalabro absoluto do procedimento geral que informa as relações inter-individuais e comunitarias. Não obstante, um certo relaxamento, quanto aos imperativos da probidade pessoal e da virtude cívica, ressurgia de quando em vez no trato comum ou em contraponto dos negócios publicos, como sintoma impertinente do desajustamento inter-relacional inconsequente.

-2-
As eleições legislativas que se aproximam revestem, pois, uma importância avantajada. Além de obrarmos à concretização dos anseios socialistas e velarmos pelo cumprimento do programa delineado pelo nosso Partido em colaboração com os intervenientes que nos são afectos, convém alargar o âmbito do nosso esforço militante à reflexão concertada, critica e inventiva com as outras instâncias cidadãs empenhadas na cena social e na ponderação de politicas de lucidez acrescida, dimensionadas pela estrita equidade.Participar a eventos de elucidação ideologica, promover sessões de intercâmbio devidamente argumentado, dinamizar grupos de discussão pautados segundo os principios militantes que são os nossos, é contribuir para a missão civica, base exponencial de toda a acção politica. Consciencializarmo-nos dos problemas socio-politicos prementes significa diligenciar em sequência, junto dos futuros eleitos, o respeito da palavra dada – contrato passado com o eleitorado – audácia reflectida no apuramento das leis, o escrupuloso rigor na gestão do Estado e alargada visão na administração publica.

-3-
Estamos em campanha eleitoral. Urge, pois, apoiar o programa do nosso Partido e o percurso dos nossos candidatos, não só passivamente por mera disciplina militante, mas energicament, enquanto actores esclarecidos do questionamento politico, respondentes duma sociedade justa, aberta às legitimas aspirações de todos os concidadãos, salvaguarda de dignidade de cada um. A tenacidade militante consentida será o penhor superlativo das esperanças acalentadas.




Por Manuel DOS SANTOS JORGE
Secretário Federal para a Organização