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sábado, 24 de março de 2007

Convocatória : Aos militantes e simpatisantes socialistas portugueses em França


Caros/as Camaradas,

O Secretariado da Federação de França do Partido Socialista Português, convoca os seus militantes e convida os simpatizantes do nosso Partido para uma reunião a realizar no dia 4 de Fevereiro de 2007, às 10h30 no local da sede do Partido Socialista Francês, 10 rue Solférino em Paris (metro Solférino).

Participará nesta reunião o camarada Paulo Pisco (Director do Departamento das Comunidades no Estrangeiro do PS Português).

Saudações Socialistas,


Manuel SANTOS JORGE
Secretário Federal para a Organização

Folha Federal : Editorial


Caro(a) Camarada,

I Cumpre saudar o esforço de todos dispensado aquando das últimas eleições do novo Presidente da República Portuguesa. A Esquerda apresentou-se ao escrutínio, dispersa por várias candidaturas, e o Partido Socialista contava dois pretendentes oriundos das suas hostes. Mario Soares, figura política venerável aquém e além fronteiras, porém provado pela longa carreira pública e pelos altos cargos que tão idoneamente exerceu, foi oficialmente indigitado pelas instâncias orgânicas superiores do Partido. Manuel Alegre, consagrado poeta, militante anti-fascista da primeira hora, recebeu o apoio duma crescente franja de socialistas.

Por certo, os Orgãos do Partido não lograram auscultar pertinentemente a opinião popular. Todavia o maior dano advindo deste estado de coisas foi a confusão gerada nas mentes dos eleitores e a consequência quão perniciosa da presidência da República ter sido entregue a um cidadão, eivado de ideais reacionários, ao serviço dos mais beneficiados do sistema ; o qual minora o interesse que lhe merece a justiça social, a reabilitação dos excluidos, o bem-estar dos mais humildes.

Cara esta lição, convém aproveitá-la, para futuro.


II Respeitante à vida interna do Partido, sabemos que as eleições dos Orgãos federativos e nacionais aproximam-se. O Congresso Nacional realizar-se-á, nos princípios do próximo Outono. O congresso da Federação de França não tem ainda data marcada. Cremos no entanto que as modalidades de desencadeamento do mesmo sejam aceleradas. Seria oportuno que decorresse em Junho deste ano.

Relativamente à nossa Federação, cabe-me informar-te da demissão do Presidente da Federação, Manuel Almeida, ocorrida em 26 de Fevereiro de 2006, perante membros do Secretariado federal (o texto da carta, segue junto).

Apesar de possíveis deficiências de funcionamento institucional, inerentes a condicionalismos vários, convém focar que o posicionamento dum quadro dirigente requere-se esclarecido quanto às situações de indole politica e quanto às estratégias seleccionadas, generoso no acolhimento de todos e cada um dos militantes, a despeito das divergências supervenientes tão frutuosas como inevitáveis. O camarada Manuel Almeida revelou-se durante os largos anos que presidiu a Federação PSP de França, frontal nas suas relações com as instâncias orgânicas em Lisboa, intransigente no desempenho cabal do seu cargo. Primou pela modulação do trato, contudo pautado pelas exigências do rigor, consoante a importância dos problemas em presença.

O rastreio clarividente dos acontecimentos e o desenrolar teimoso dos factos vindouros abonará por certo os projectos por ele (e por cada socialista) almejados. Dos defeitos intercorrentes ou de incúrias menores, o futuro assumirá o cômputo, com peso e pedida.

Em nome do Secretariado da Federação PSP de França, consentâneo com as numerosas devas de militantes, reconhecidos agradecimentos a Manuel Almeida e augúrios de militância sustentada !


Por Manuel dos Santos Jorge
Secretário Federal para a Organização

Folha Federal : Criar Dinamicas


Caro(a) Camarada,

Nas vésperas das Festas Natalicias, à beira do Novo Ano 2006, o Secretariado da Federação de França do Partido Socialista Português apresenta os melhores votos a todos os camaradas militantes e familiares.

1) Nos meados do proximo mês de Janeiro de 2006 realizar-se-à o escrutinio para a eleição do Presidente da Republica Portuguesa. O nosso Partido escolheu o seu candidato – o ilustre socialista, fundador do PS, o dr Mario Soares. Se ele acedeu ao convite para se dignar disputar de novo tão alto cargo foi, a seu dizer, com o sentido de se disponibilizar ao serviço dos interesses superiores de Portugal.

Com efeito, dada a longa folha de serviços eminentes prestados ao País, Mario Soares lograria aposentação sossegada, embora activa, no seio das várias instituições vocacionadas para Cultura e Promoção Social, as quais preside brilhante e eficazmente.

Sabemos quanto o nosso País soçobrou estes últimos anos, numa crise que de económica e social se traduziu em rebaixamento cidadão , moral e relacional entre as pessoas. Na verdade, Portugal, como todo e qualquer vivente nação , grupo ou individuo, acusa épocas de decadência, fruto das mazelas contraídas no percurso da vida. Desde modo, após periodos de abundância euforica e de ousadia destemida, provento das especiarias da India (século XVI), ou consequente ao desenvolvimento exponencial dos engenhos de açucar e do ouro e pedras preciosas encontrados no Brasil (século XVIII), eventos menos gloriosos ocorreram. Tempos de contenção advieram também, com notas pouco entusiastas relativo esgotamento do caudal inventivo, em paisagem de morna tristeza, impropérios reiterados a um passado interminável, cujo luto se assevera impossível.

Assim, o mana dos fundos estruturais dispensados pela União Europeia, os quais não foram suficientemente aproveitados para o incremento e restruturação das unidades produtivas do País, deixaram, nestes ultimos meses de redução significativa dos mesmo, em contexto de crise geral, uma situação socio-politica de fundo, atravessada, pelo descoroçoamento senão civada de espasmo insatisfeito.

Convém reagir com urgência ! A campanha das eleições presidenciais presta-se a levar a cabo o inventário dos insucessos, como também a talhar a abertura de soluções praticas argumentadas ; enfim, concorre ao forjar de impetos seguros para empreendimentos vindouros.

Estamos ancorados politicamente à esquerda. As nossas opções são claras. Portugal merece-nos esforços redobrados !

2) A nossa Europa, este significante referencial identitário, de vocação universal, partilhado por quantos oriundos dela e tantos, nos diversos quadrantes do mundo, a denominada Civilização Ocidental, apresenta-se, porém, não sem algumas danosas ambiguidades, promotora de valores fundamentais : democracia em politica, o direito na arbitragem das relações inter-humanas, no respeito dos principios ponderados segundo a ética, caução superior da conduta humana.

Na presente tentativa historica de construção pacífica, negociada, da sua unidade politica, a União europeia patina depois da nota desatinada, desferida pelo voto negativo da França e da Holanda ao tratado-projecto de constituição da União Europeia, na Primavera passada. A presidência revezante do Reino Unido da Grã-Bretanha, zelador da plataforma minimalista acentuou os obstáculos. Verificámos as dificuldades encontradas, estes dias, para se firmar o acordo de orçamento, referente a 2006.

Estamos conscientes do peso da historia comum, das reticências de alguns Estados e dos comportamentos de quantos, empenhados na acquisição de benesses particulares, senão interessados em priorizarem perspectivas domésticas, inspiradas em vantagens imediatas, atenentes à politica interna dos respectivos Estados.

Nós, socialistas, professamos uma visão internacionalista da coisa publica, por consequente decididamente transnacional europeia, no que se refere à organização cidadã, à instituição da paz entre os povos, bem como à implementação da justiça para todos sem exclusão de qualquer espécie.

Cumpre-nos, pois, prestar atenção apurada no curso dos acontecimentos ao assunto deveras relevante : o futuro da Europa é também obra que nos compete ;

Que o advento duma Europa politica una implique encadeamento de peripécias melindrosas e negociações delicadas é sobejamente conhecido.

Razão acrescida à solicitação da disponibilidade militante que do âmago nos alenta.
Boas Festas e melhores augúrios de Ano Novo 2006 Feliz e militante !


Por
Manuel DOS SANTOS JORGE
Secretário Federal para a Organização

sexta-feira, 23 de março de 2007

Folha Federal : Urge trabalhar


Caro(a) Camarada e Simpatizante,

Para todos, calorosas saudações e melhores votos de um ano 2005 próspero e feliz ; augurios extensivos às respectivas familias !

-1-
As severas deficiências de governância de Santana Lopes, aparentado a uma balburdia macacal as quais levaram o Presidente da Republica à dissolução da Assembleia e a marcar eleições legislativas para 20 de Fevereiro de 2005, deixaram não só um rasto amargo no historial politico do nosso país, mas afectaram também o renome de Portugal, junto da opinião estrangeira.
Alguns falaram mesmo de crise politica, outros evocaram a quebra moral que pulula nalguns sectores da Sociedade, com tendência a alastrar. Todavia, se o quadro apresentado não se aparenta com uma crise politica patente com ameaças de derrocada para o proprio regime, ele questiona drásticamente o funcionamento ordinário das instituições : Educação, Justiça, Saude, Economia e Finanças. Por outro lado, é certo que não assistimos a um descalabro absoluto do procedimento geral que informa as relações inter-individuais e comunitarias. Não obstante, um certo relaxamento, quanto aos imperativos da probidade pessoal e da virtude cívica, ressurgia de quando em vez no trato comum ou em contraponto dos negócios publicos, como sintoma impertinente do desajustamento inter-relacional inconsequente.

-2-
As eleições legislativas que se aproximam revestem, pois, uma importância avantajada. Além de obrarmos à concretização dos anseios socialistas e velarmos pelo cumprimento do programa delineado pelo nosso Partido em colaboração com os intervenientes que nos são afectos, convém alargar o âmbito do nosso esforço militante à reflexão concertada, critica e inventiva com as outras instâncias cidadãs empenhadas na cena social e na ponderação de politicas de lucidez acrescida, dimensionadas pela estrita equidade.Participar a eventos de elucidação ideologica, promover sessões de intercâmbio devidamente argumentado, dinamizar grupos de discussão pautados segundo os principios militantes que são os nossos, é contribuir para a missão civica, base exponencial de toda a acção politica. Consciencializarmo-nos dos problemas socio-politicos prementes significa diligenciar em sequência, junto dos futuros eleitos, o respeito da palavra dada – contrato passado com o eleitorado – audácia reflectida no apuramento das leis, o escrupuloso rigor na gestão do Estado e alargada visão na administração publica.

-3-
Estamos em campanha eleitoral. Urge, pois, apoiar o programa do nosso Partido e o percurso dos nossos candidatos, não só passivamente por mera disciplina militante, mas energicament, enquanto actores esclarecidos do questionamento politico, respondentes duma sociedade justa, aberta às legitimas aspirações de todos os concidadãos, salvaguarda de dignidade de cada um. A tenacidade militante consentida será o penhor superlativo das esperanças acalentadas.




Por Manuel DOS SANTOS JORGE
Secretário Federal para a Organização